quarta-feira, 8 de maio de 2013

As opções não verdadeiras...



Não acredito que damos tanta importância, que alimentamos TANTO os padrões de beleza -algo tão arbitrariamente CONSTRUÍDO-de forma que valorizamos certos tipos e,outros, subordinamos. É um horror nos impor o tipo padronizado LOIRO,MAGRO,OLHOS CLAROS,CABELO LISO etc...Tipo obviamente muito comum aos europeus. Pois é,não somos europeus...somos brasileiros, um país de mistura onde, ironicamente, cabelo crespo é sinônimo de cabelo ruim, onde ter olhos de cor escura é motivo de não-valorização,onde ter pele negra, para muitos é motivo de chacota e zombaria. A coisa fica "um pouco pior" quando estendemos essas discriminações a pessoas que por alguma razão só tem uma perna, ou um braço, a pessoas literalmente que só tem um olho. Para o nosso convívio social, estas pessoas causam espanto, estranhamento pelo simples fato da ditadura da perfeição estar tão solidamente instalada. Que sejamos mais críticos e comecemos a desmistificar essas tais "perfeições" que nunca existirão,porque somos "por natureza" imperfeitos. Que vivam aqueles que não têm as duas pernas, aqueles que Não têm os dois olhos,aqueles que não têm os dois braços...certamente essas pessoas não são assim porque escolheram ser assim. Também não vamos encarar-lhes como acidentes - com olhar de pena - todos somos pessoas, diversas, plurais...Que vivamos melhor a diversidade. Porque a tal perfeição é utópica,é uma invenção ridícula de certos meios. Somos imperfeitos, porque somos diversos e,não aquela mentira inescrupulosa que nos inventaram e nos impuseram e nos impõe. Mais orgulho do que somos...mais orgulho de sermos diversos. Que todos nos valorizemos mais da forma que somos, da forma que crescemos...

--> Quando dizemos "imposição" não é que nos obriguem diretamente. Tipo: "faça isto ou aquilo". O que acontece é q quando nascemos e crescemos, estas opções (q na realidade não existem "opções", de fato) já estão expostas em todos os lados.Opções entre aspas,porque na verdade,um único tipo q é destacado,va-lo-ri-za-do. Assim, somos guiados a seguirem estes padrões - estes orientam o nosso gosto. Acaba sendo mais imposição do q orientação. Por isso que falamos imposição. A coisa toda é feita de forma sutil,de forma q parece que não existe a padronização, a imposição é SUBJETIVA. Meios como a mídia,a educação q recebemos das nossas escolas, da nossas família termina por quase, reproduzir estas noções de valores, PADRÕES etc.Seguirmos aos padrões é comum,Mas podemos questioná-los e até transformá-los de forma q "certos tipos sociais" deixem de ser subjugados, subordinados, discriminados...

O preço da diferença...


Não entendo por que algumas pessoas se tornam tão religiosas pra guardarem tanto ódio no coração, pra disseminar esse ódio, pra viver sob a ideia de que detém a Verdade. Isto parece mais uma questão de vaidade, de insegurança...não conseguem sobreviver com a dúvida, com o questionamento. A questão, não é saber quem está certo e quem está errado. É saber que deve haver o questionamento saudável, a dúvida, as prováveis verdades e, cada um vive com o que acha melhor. Respeitar o direito do outro de acreditar no que quiser, no que é melhor pra si, é primordial pra a convivência harmoniosa na sociedade. Achar q detém A Verdade é insegurança, é vaidade, posso dizer, é estar a um passo da mentira,da hipocrisia, da falsidade e por isso, eu sinto muito.

domingo, 9 de setembro de 2012

Viver não é sobreviver!

Viver não pode ser considerado o mesmo que sobreviver. Para sobreviver a gente precisa de comida, de água,de roupa, para viver a gente precisa de muito mais, precisa de muita vida, de muita harmonia,de estar em contato com o nosso próprio corpo mas de maneira que seja uma relação deveras íntima.É preciso sonhar,ir além do que é visto por muitos,mas não de forma superior,mas apenas em busca da maneira particular de buscar o que é teu, o que é do teu. Do teu corpo,da tua alma,do teu vigor de espírito,não o santo,mas o espírito mesmo terreno,que te move e te leva para os melhores lugares e que nem sempre precisa sair do lugar onde estar porque os teus pensamentos te levam para onde quiser...viver é ter alegria de viver, é estar consigo mesmo para todos os momentos,nos mais fáceis e nos mais difíceis,se é que existe mesmo dificuldade quando você está ao seu próprio lado,te apoiando e te defendendo contra todos os males que lhes possam ocorrer. A vida só pode mesmo estar louca, não aquela louca de Cazuza, mas louca de pedra quando ela não está indo ao seu favor,ai então você entra em desespero porque parece que Ela não lhe ajuda,ela não gira ao seu favorecimento,aos teus desejos mais mesquinhos e egocêntricos; pois não seja bobo filho do mundo, da terra,do chão, dos ares e da águas, tu és filhos do mundo e tem você mesmo as armas contra ti e contra o mundo das misérias. Então, só faça sorrir, dê um murro na tristeza e nada de murmúrios de lamentos, pois então, isso às vezes é fraqueza, porque sério e simplesmente podes não estar ao teu próprio favor.Viver é ter alma,é ter espírito e pode até brigar com você mesmo,mas não brigue com o mundo.Ele não tem culpa,ou melhor,responsabilidade pelos seus atos,você os tem,sim,pois os atos advieram de você e não do mundo.Viver é estar ao seu lado,com alegria,fogo n'alma,no coração,é sentir a vibração daquilo que mais te apetece, mais te prende e não quer te soltar...é dar chances aos teus sorrisos,que,quem sabe já não querem aparecer? Viva intensamente o amor,mesmo que seja insensato,mas também é preciso ter cuidado e segurança,para que não caia em desgraças,amor não é exatamente paixão desregrada, insana, perdida nos lados da ilusão pérfida; amor é pra te encher de coisas boas. É pra viver agora,com dignidade,com amor de coração,no coração de quem mais te ama,ou deve te amar,pode ser você mesmo!
E assim devaneando, devagar, andando, pelas trilhas de caminhos até incertos,mas que são seus e de mais ninguém...assim se chega à vida e não a uma sobrevida, não a uma mero ensaio de vida, é hora mesmo do show.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Gandhi


"A terra fornece o bastante para as necessidades do homem,mas nunca o suficiente para a sua ambição".(Gandhi) Obs. Tradução livre.

"The earth provides enough for man's need but not enough for man's greed".(Gandhi)

sábado, 4 de agosto de 2012

Sociedades civilizadas e não-civilizadas.

Sociedades civilizadas e não-civilizadas são conceitos que merecem revisão,vendo que ainda são muito usadas de forma arbitrária e,nesses usos cometemos,talvez,alguns ferrenhos e perigosos enganos.
Dizem-se que aquelas sociedades baseadas em determinadas formas de economia,em tipos de produção fundamentalmente capitalistas e de religiões cristãs são as civilizadas,de estruturas complexas.Enquanto que aquelas que fogem a estes quesitos não o são.Mas será que é isso mesmo?
Será que dá pra fazermos essas distinções à ferro e fogo? O que vem a ser essa tal civilização? Não seria talvez um conjuntos de práticas complexas que visassem basicamente o bem estar de todos? Não implicasse uma relação harmoniosa com a natureza? Pois,se pensarmos por este vieses,é lamentável,mas a nossa "civilização" precisa ser revista.Não é difícil de nos depararmos com o caos ao qual estamos inseridos.Não é difícil nos depararmos com uma natureza completamente ou quase destruída pelo uso abusivo,inescrupuloso e insensato pelas mãos do homem.A nossa relação com a natureza não se trata de uma troca,mas sim de uma via de mão-unica.Do apenas explorá-la ininterruptamente sem pensar na sua conservação.Além de tudo,vivemos o caos social atrelado a um trânsito podre nas grandes sociedades,com pessoas surtando e brigando a todo momento.Deixamos de olhar um para os outros porque não temos mais tempo nem pra respirar.E ai,surge a pergunta...somos mesmo a civilização? Em contrapartida,dizem que aqueles povos que vivem com base em relações harmoniosas com a natureza e uns com os outros não são civilizados...Estamos certos? São corretas essas afirmativas? Pois é,precisamos rever isto tudo.